O preconceito linguístico, em sua origem, não deixa de ser um preconceito social. É através do uso da linguagem que cada um expressa suas opiniões e deixa claro qual é sua origem, suas crenças, o mundo em que vive. Por isso, através dessa imagem que é formada, surgem preconceitos – aparentemente linguísticos, porém totalmente ligados a fatores sociais.
Uma mostra disso é que as variantes utilizadas por pessoas de classe social baixa são frequentemente discriminadas. Alguém que fala, por exemplo, ‘probrema’, será considerado ignorante e terá de ouvir piadas, julgamentos e correções. Porém, tome-se o exemplo do verbo preferir. A norma culta pede uma determinada regência, mas na fala, em geral, usa-se outra. Mesmo que não esteja de acordo com a gramática normativa, seu uso já é tão frequente que deixou de ser notado. Entretanto, isso só aconteceu depois que essa forma passou a ser utilizada por classes sociais mais altas. E são as classes de prestígio social que, de certa forma, ditam o que é correto e bonito na língua.
Uma mostra disso é que as variantes utilizadas por pessoas de classe social baixa são frequentemente discriminadas. Alguém que fala, por exemplo, ‘probrema’, será considerado ignorante e terá de ouvir piadas, julgamentos e correções. Porém, tome-se o exemplo do verbo preferir. A norma culta pede uma determinada regência, mas na fala, em geral, usa-se outra. Mesmo que não esteja de acordo com a gramática normativa, seu uso já é tão frequente que deixou de ser notado. Entretanto, isso só aconteceu depois que essa forma passou a ser utilizada por classes sociais mais altas. E são as classes de prestígio social que, de certa forma, ditam o que é correto e bonito na língua.
Além disso, ainda há a questão regional. Um falante do Nordeste brasileiro tem seu dialeto constantemente visto como algo engraçado, enquanto o dialeto do Sudeste é considerado “mais correto”. Coincidentemente, o Sudeste é uma região desenvolvida, urbana, onde funcionam grandes centros comerciais. Já o Nordeste é relacionado à seca, à pobreza e ao pouco desenvolvimento.
É fundamental ter o conhecimento das variedades da língua, mesmo o uso desta sendo apenas mais um dos diversos instrumentos usados para controlar um grupo de pessoas. Por isso devemos ter o conhecimento da língua, principalmente da norma padrão, para evitar esses tipos de exclusão. Não só na hora de falar, mas para entender o que é dito e compreender o que está acontecendo com o país, já que a maioria dos políticos insiste em falar de maneira rebuscada.
O uso da língua é apenas mais um dos diversos instrumentos usados para controlar um grupo de pessoas.
A língua sem arcamos. Sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros.”
(Oswald de Andrade)
Por: Caroline Valeriano.
Por: Caroline Valeriano.